
O vento pode levar o que os dedos não podem tocar, mas as mãos conseguem sentir. A solidão que se percebe quando estamos sozinhos. Existe apenas uma expressão de palavras roubadas pelo silêncio que impulsivamente torna fria a janela da alma. Apesar de um reflexo que torna o ambiente em meia luz, a visão que se tem em volta parece um tom de sépia. Creio ser a inevitável necessidade nascer por entre o peito e caminhar na transformação de uma ação. Mas a vaidade do ego humano há esconde, fazendo o coração agir sem à razão da vida, apenas para poupar as lágrimas de um momento. A saída talvez seja renovar a percepção do tempo. Trazer aos olhos o que restou das escolhas e aceitar que dessas e outras coisas surge uma realidade talvez nunca mais vivida de uma oportunidade.
Victor Silveira do Carmo
Foto: Nayane Poubel
