Um gosto forte e que não consigo definir, algo que aperta com um pouco de sufoco na garganta; como um remédio forte que aos poucos vai perdendo a intensidade do gosto, mas continua.... Continua a incomodar. E esse gosto é só meu. Por mais que eu diga ou tente mostrar diretamente a alguém, (o que normalmente não faço) apenas EU sinto; por isso se torna pesado, às vezes difícil, e pra alguns que porventura leem sem sensibilidade no olhar, banal. Foge-me do controle, como se após o gole, rompesse a linha do sentido, e eu não respondesse mais por minhas ações conscientes, o equilíbrio se quebra, e são tantos os efeitos colaterais, tanta coisa vêm à tona... E me sinto assim, fragilizado, vulnerável como a onda de um mar; tanto que me escapolem as metáforas entre os dedos, e quando penso ter encontrado um sentido, me vejo novamente sob o efeito do remédio, do que eu sinto.
Mostrando postagens com marcador Blog. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Blog. Mostrar todas as postagens
21 de agosto de 2011
13 de agosto de 2011
Insônia Reflexiva
Trilha sonora aqui.
Ausência de sono, que contrasta com uma sensação de como não se fosse. Cabeça pesada, olhos quase fechados, mas na cabeça um processo ordenado de pensamento reflexivo. Uma repetição talvez, mas que somente agora, deixa de ser abstratamente minha, quando decido em impulso me levantar do sofá gelado para aqui concretizá-las. São os mesmos pseudo-sentimentos sonhados; realidades fantasiadas. Por que a gente cria mesmo esse universo irreal, como no episódio de um desenho que acabo de assistir em um canal infantil a cabo: (Uma criança tem em sua companhia padrinhos mágicos e deseja a eles tudo que uma criança imatura e inexperiente possa imaginar) Eu sonho tanto, a todo o momento recrio sensações e vislumbro um mundo ficcional ao meu redor, onde às vezes tudo que quero é ser herói, desse do desenho infantil mesmo, que se inventa e se joga em sua invenção desejada. E no final ao perceber que a realidade vai além do desejo, reconhece sabiamente a lição, de que nem tudo é como se quer que fosse.
Fotografia Minha, veja mais em www.flickr.com/vitinbinho |
Marcadores:
Artigo Pessoal,
Blog,
Reflexão,
Reflexão Pessoal
1 de junho de 2010
Sumido

"Pra mim, o tudo se encontra nas extremidades. Vejo as coisas de uma forma exagerada. Não sei sentir em doses homeopáticas. Gosto do muito, do tudo, da certeza. Amo o frio e durante a noite, tudo é mais bonito. Acredito em palavras, me apaixono por elas mesmo sabendo que uma atitude vale mais. Sou assim, as vezes bem clichê: o que não me mata, me deixa mais forte."
Ando sumindo em mim mesmo.
Victor Silveira do Carmo
Marcadores:
Blog,
Reflexão Pessoal
7 de maio de 2010
Nota

Victor Silveira do Carmo
Marcadores:
Blog,
Reflexão,
Reflexão Pessoal
27 de abril de 2010
Marcas do Passado
Ps: texto não é atual. Faz parte de um passado sempre presente pelas marcas.
Meu pensamento se fixa na mudança. Eu não queria ter a conseqüência desses sentidos em mim, me machucando e apertando-me num lugar onde me sinto cada vez mais sozinho e sem ar. Tudo me parece tão injusto, ver as coisas mudarem apenas no meu olhar. Fico aqui sozinho tendo apenas um motivo para sorrir: ver você Feliz. A saudade de momentos, palavras imaginadas lembranças que vêem sem permissão na minha memória, hoje se confundem com a dor da minha insegurança; eu me culpo por me sentir assim, é inevitável não se lembrar das vezes em que minha razão me mostrou que eu não deveria ser como fui tendo sentido o que senti, e dado os passos que eu. Palavras mostradas por impulso. E agora eu me vejo assim, sem pode mudar o que passou, mas também não tendo coragem pra fazer se eu pudesse. É impossível me ver hoje sem tudo o que vivi ao seu lado, na imensidão desses poucos dias; mesmo que hoje isso não se torne suficiente pra amenizar o que passou. Eu acho que você nunca vai conseguir me entender, por mais que você tente e eu ate te diga. Por ir além do meu entendimento eu apenas percebo que eu carrego um pedaço de você em mim que você jamais soube, talvez porque também não sabia, mas à medida que eu vou percebendo por mais que tentos não conseguem esconder os meus olhos. Sim, eu me entreguei aos meus sentimentos em meios as minhas carências da infância e a necessidades da minha mente do meu coração que já se machuco tantas vezes; e você não foi culpado por nada disso, você não estava aqui ante, assim como eu não estava ai, talvez se não fosse assim tudo seria diferente. Mas estou de volta com as mesmas marcas e as mesmas decepções, passeando pela minha memória tentando encontrar um abrigo apenas pra eu descansar de tudo. Eu só queria poder um dia encontrar nos seus olhos que eu ainda não vi a certeza do pra sempre, e esqueceria todos os meus sonhos ao seu lado tudo o que se criou e formou em mim, e não em você; se eu apenas pudesse esperar essa certeza. Se pudesse reviver tudo, apenas eu faria, mesmo sabendo que hoje estaria como estou, indeciso, inseguro, e sem ao menos entender pela razão o que sinto. Tudo mudou. Os rostos continuaram os mesmos e eu não jogo as minhas palavras como um desabafo, mas apenas tento agora me dar um abrigo nesse oceano que me encontro. Me sinto tão destruído, e não posso, eu não posso esperar por muito tempo. Só queria poder te pedir me deixa sempre ver os seus olhos mesmo que eles não queiram mais me ver um dia, ou eles não consigam devido a passos que você der. Deixe-me apenas te ver mesmo de longe. Porque desse jeito, sei que vai continuar assim. Mas não sendo assim, sei que ficará muito pior. O que eu vou dizer agora é a resposta que encontrei, por mais irreal que seja e também a mais sincera: Sabe aquele momento ao seu lado onde agente ria como criança e não conseguia mais parar? Não me precipito ao dizer que transparecia nos meus olhos cada felicidade ao seu lado. E depois quando eu chorei com você sem conseguir entender, mas conseguindo sentir a sua dor; e cada abraço que eu te dei além dos meus braços, e também a certeza de saber que você iria vencer por mais que eu não conseguia ver com meus olhos humanos; As minhas preocupações exageradas. Também as vezes que eu ficava minutos pensando em algo descontraído pra te dizer e mesmo assim aquilo saia totalmente sem graça, mas eu conseguia o que eu precisava que era ver um sorriso seu em meio a tanta dor. Minhas atitudes foram contra as minhas convicções e certezas em alguns momentos, talvez te mostrando o que ninguém jamais pode ver que era as minhas verdades que eu nem mesmo sabia. Eu não vou deixar isso acabar, não posso admitir uma mudança das palavras, sentimentos e certezas, sonhos e duvidas, descobertas e lagrimas em meio a sorrisos, que foram sim despertadas no meu coração e na minha alma. Os sonhos os planos eu não irei deixar essa duvida apagá-los em mim. Eu sei o que fiz, e então não deixarei acabar. Por mais que tenha que reler e entender novamente cada coisa. É mais do que queria que fosse , mais do que precisava ser pode ser ate mais do que você sente por mim, e da importância que você da pra isso tudo. Mas é simplesmente tudo que eu consigo dizer hoje. Já me sinto bem mais leve .
Victor Silveira do Carmo
Marcadores:
Blog,
Reflexão Pessoal
14 de abril de 2010
Labirinto da mente
Não consigo relutar essa vontade em mim. Tudo começa com um aperto em meu peito, e uma lembrança sua. O tempo fica despercebido por meus olhos, e me vejo em um labirinto rodeado por paredes que mudam continuamente. O que me rodeia se torna sem vida, e muito intenso. Parece que somente você traz cor ao meu mundo. Eu faço tudo ao meu alcance para fugir, mas cada vez que tento me aproximo mais; são etapas do meu coração que leio em minhas mãos.
Victor Silveira do Carmo
Foto: Kathiele
ao som de John Mayer - Daughters (Acoustic)
10 de abril de 2010
Introdução de um passado constante
A noite chegou, novamente como todos os dias que esta antecedeu. Não sendo apenas um vício, uma repetição desnecessária; pelo fato de agora, após ter bebido o ultimo gole de água, entender que assim como desceu por minha garganta, percebo da minha mente uma transcendente necessidade em escorrer minhas ideias, dos meus sentidos interiores. Continuo a pensar. Avalio e sinto um grande peso de um redimensionado tamanho. Agora o tempo parece curto, as palavras insuficientes. Todavia entendo: Esse peso me fez forte agora. Eu me lembro de cada dor embora ninguém saiba. Dor que jamais poderia relutar, tal pouco sobre delas escrever. Jamais foram vistas apesar de já tê-lo ditas. Esforço-me para nesse exato momento não me concentrar nessa ordem de registro; mas inevitavelmente me proponho a um argumento, que não entendo por minha razão. Não carrego comigo nenhum medo desses de aprovação, conhecimento ou opinião. Cada um dos momentos em linhas, letras e temas falaram de mim, as vezes por via de escolhas que nem eram minhas. Em vários instantes sofri. Em outros me diverti, me fazendo poeta. Me fiz de um cético intelectual. Analisei minha postura e sentimentos; me autodenominei de forma crítica e pude perceber e fazer a busca do que realmente sou, ou do que me tornei. Me empolguei, quando questionei minhas verdades, e procurei prová-las ou desaprová-las usando um " método científico" de palavras. Ilustrei em terceira pessoa quando me convinha. Me inspirei na identificação e por vezes fui desmontado, quando por exemplo ouvia de alguém ao lado: " De onde copiou o texto ". Até mesmo no silêncio quando esperava apenas uma única palavra; que não necessariamente fosse de aprovação, mas simplesmente um sinal de vida, diante da importância de cada esforço em havê-lo escrito e pela proximidade de quem à ouvia. Às vezes me pergunto se eu havia feito mais... Mais que criar personagens, galáxias, sentimentos desconhecidos, nascidos somente por um deslumbramento ocioso. Foram esses os meus meios; não os julgo corretos; nem necessários. Porém escolhi escrever depois de tudo o que vivia... Algo que eu gostasse. Pude me descobrir, me encontrar; vendo um círculo que me radiava de luz e tontura. Quis também homenagear pessoas de um jeito que racionalmente não entendo. Quis o que quero. Quero mostrar, mesmo que não vejam; não irei fazer da minha vida, em qualquer instância que seja, qualquer "coisa" que a desperdiçasse. Essa conclusão forma a justificativa em redigir textos que são meus, sem nem ser. Me leio em cada uma das frases, ou não. Eu não entendo.
Victor Silveira do Carmo
Marcadores:
Blog,
Reflexão Pessoal
6 de abril de 2010
Gotas do rio
Retrocedo ao lugar onde no tempo, o passado te trouxe a mim. Sinto e revejo cada imagem. Momentos que ficaram em datas que nem se quer me lembro dos números. Minha cabeça pesa como um grande livro de várias memórias, mas apenas uma via de inspiração. Você. A chuva cai no fim do dia. Ela me traz a necessidade de fechar meus olhos para sentir sua luz em cada gota fria. São como milhões de gotas todos aqueles momentos. Percebo e observo e por mais que a limitação da minha mente física me impeça de lembrar tudo, eu sinto toda necessidade, trago todo sentido sem razão obvia; são perceptíveis por cada linha que olho e não vejo. A utopia transcende meus sonhos quando percebo que observo. Os minutos param pra me aguardar. Giro em torno de você. Eu havia esquecido que tudo começou a flutuar, boiando assim, como numa bóia descendo por uma correnteza de um rio que eu vi nascer; dês da pequena descida de água naquelas pedras secas, até à proporção que hoje toma conta do controle e por si só se movimenta. E cada ondulação e curva feita pelas águas, dobras e ramificações pelo leito foram determinadas por um tempo no espaço, dessa vida ao seu lado. Assim como a correnteza do rio, meu pensamento corre em velocidade imensurável. Como se espera pelo sol do ciclo da água. Essa luz que comanda o círculo fez eternos esses sentidos. Silenciosamente volto ao presente; contemplo, mas abro meus olhos.
Victor Silveira do Carmo
26 de março de 2010
Passos de um outono
Continuo a caminhar, e a me sentir distante. Os dias de outono se vão, junto às marcas dos meus passos. Um vento toca as minhas costas, e ao lado vejo mais uma folha cair; este mesmo vento que a traz para perto de mim, a leva para bem longe do meu olhar. Essa tem sido a cena dos meus dias e noites. Minha mente se vê em um clico remoto e presente. Sinto um abandono, porém uma forte esperança de que passe. Meus olhos aguardam por ver o seu sorriso, pois assim verão que tudo poderá mudar. Volto a sentir a sua saudade, ela tem sido a música dizendo tudo de mim por essas horas. A sua falta. Daria pra escrever um livro se eu fosse contar dos passos que passo por esses dias de outono. Mas vejo como necessário apenas que você saiba que suas mãos sintam, e seus ouvidos ouçam.
Victor Silveira do Carmo
Marcadores:
Blog,
Reflexão Pessoal
17 de março de 2010
O passado presente
Rever minhas palavras? Talvez esteja sem a fazer, porém meus olhos se cansam e percebo a luz que deles ainda brilham, não sendo apenas a posição de um dos lados, embora fosse a interposição descoberta por de traz das montanhas; pelos anos e horas e alguns minutos de minha história. Igualmente legítimos sendo assim preciosos esses fatos recentes, todavia, eles se plagiam em imagens dos sonhos de noites passadas. Valioso se torna pré definir uma ordem para iniciar; mas não entendo embora me pareça uma classificação circular. Depois da chuva me esparramo em minha cama, antes tendo pegado uma caneta e uma velha agenda de rascunho. Sinto minha cabeça completamente leve, pois já eliminei da minha mente todo esforço fútil. Tenho meus pensamentos desassociados de mim. Quase consigo enxergá-los ao lado; para baixo, atrás... Estes são meus únicos movimentos. Para lembrar que minha mente deve se fixar; empunho a caneta e tudo roda. É refletido por de trás dos meus olhos, quando penso nessa composição de tantas letras e o incerto de hoje renasce e embaça o passado. Ontem à noite abandonei; a decisão acabou em um sonho profundo e não experimentei outro resultado, senão um grande descanso, e uma estranha percepção de haver visto alguma coisa importante durante o sono. Todavia não me lembro o que era e sinto ter o perdido pra sempre. Graças à caneta que hoje trago em minhas mãos permanece, embora esteja só. Revejo uma imagem estranha que jamais poderia ter-se manifestado no meu passado: um gigantesco túnel submerso por terra misturado com água, cheio de janelas que trazem uma Luz fria uma visão inúmeras vezes sem uma porta no fim. Não sei por que tantas janelas e tão pouca luz, me fazendo ver o que me deixa indeciso; que estará fazendo essa imagem em minhas Lembranças? Percebo meus olhos pesados e sonolentos; começo a imaginar uns sentidos, quando de repente vejo uma criança ainda de fraldas. Será que sou eu? Não se parece nada comigo... Na verdade é meu falecido irmão, que viveu por poucas semanas, e mostrou a todos a alegria do milagre da vida. Morreu tão pequeno e deixou tão grande presente por ter existido; assim o significado do seu nome. Não sei encontrar as recordações da minha infância, embora veja algumas marcas de um vazio. Quando chego a tentar percebo o qual bom seria um livre acesso a retidas memórias de uma vida. Até mesmo as que te levaram as lágrimas no frio de uma solidão, na visão de uma carência, na falta impreenchível; entretanto nesse momento poderia se investigar cada pequeno trecho à procura de um prazer, e as descobertas seria esperanças de uma releitura. Os minutos que agora passaram, podiam ser de mim os mais puros, mas tais não foram por ser um involuntário impulso do meu presente. Mantenho-me afastado das imagens, que anunciaram anteriormente o meu sonho. Vejamos amanhã.
Victor Silveira do Carmo
Marcadores:
Blog,
Reflexão Pessoal
14 de março de 2010
Música
Nessa semana postei alguns vídeos que fiz com um amigo, cantando algumas músicas. Não canto bem, mas adoro cantar, faço com prazer e com a alma. A música movimenta meu interior.Traz cor e saturação aos meus sentimentos. Espero que se alguém parar pra assistir algum deles, comente me dizendo sua opinião. Gosto de saber o que as pessoas pensam a respeito de coisas relacionadas ou interligadas a mim. Esse é um dos motivos para ter criado o Blog. Enfim chega de blablablá e vamos a música. Espero que gostem ..
Continuidade
Sou o homem de quem as vezes digo nessas palavras pouco impensadas. Quem compreende uma análise dos sentidos da mente pelo coração, sabe como interpretar a contrariedade que isto me mostra; não direi de razões da mesma, entretanto se viverá dela nas próximas linhas dessas noites. Ainda não consigo entender o que me levou à escrever essas auto- histórias, dos meus momentos mais fechados. Os que estão ao meu lado não entenderiam nem se eu soubesse dizer; todavia não entenderão. Mas eu me sinto gasto, sendo esse o único movimento possível ao meu alcance. Parece-me uma boa idéia evocar o que de mim se prende, antes mesmo o dissesse de outra forma entendida. Encerro aqui este começo; ressalto que não é o fim de um prefácio.
Victor Silveira do Carmo
11 de março de 2010
Sem imagem.
Esse tempo sem você me coloca ao lado de mim mesmo. Jamais pensei um dia viver esse lado de mim, de frente para você. Apesar de não ser difícil encontrar a inspiração, essas palavras me incomodam e esses dias viram anos na espera do amanha. Vejo-me num estado de pausa. Meu quarto subitamente se torna escuro. Os meus olhos se fecham; e ao abri-los percebo a falta da cor. Tento encontrar justificativas pela minha mente. Porém a verdade é dita pelo meu coração. Vejo um corredor na minha direção, e permaneço imóvel. Não queria estar assim, todavia não a nada que eu consiga fazer para impedir que se estenda pela minha frente. Levanto meu rosto e vejo você ir. Suspiro e conto os seus passos. Apenas sinto. Até que minha limitada visão pela falta da cor da luz se embaça, tentando alcançar sua última sombra a se perder pra longe de mim; mas não a nada que eu possa fazer. O tamanho da minha impossibilidade e tão grande quanto o anseio ardente no meu peito, de que eu pudesse me levantar daqui, acender a luz; e correr ao seu encontro e segurando suas mãos te impedir desse caminho. Isso se torna tão forte e desejável de mim, que por vezes me pego a acordar sorrindo, com a respiração ofegante; mas quando olho em volto percebo que foi apenas um sonho bom, onde toda essa vontade foi realizada na ilusão da minha mente. Mas a luz continua sem a cor. Continuo aqui, a sentir os pedaços do meu sentimento, e o reflexo da tristeza quando me deparo com meus olhos no espelho; e a ouvir o silêncio quando procuro por suas palavras. E todo esse ciclo recebe um nome: saudade. Nunca tinha me visto assim antes. O óbvio vira a realidade em mim. E as lembranças se confundem com o que faço. Eu poderia não dizer, mas dessa forma consigo ir mais longe. Dou passos dentro do que me cabe. Observo esse mundo que criei dentro da minha visão compartilhada e noto que nada estava tão longe quanto minha capacidade de perceber. Falar o que eu sinto. Não vou me calar por um ponto que me cega. A vida vai além do tempo; minha vida não será mais.
Victor Silveira do Carmo
Marcadores:
Blog
9 de março de 2010
Acredito
A inspiração se vai pelos meus pés, passando como uma água a descer por minha cabeça. Nada disso se passa quando eu sinto o seu amor por perto do meu silêncio. A falta me traz o meu desejo na saudade que me fez essa semana. Embora pareça uma história de amor, eu digo que não sei dizer nem entender. Não entendo. É muito grande como a distancia e racionalizar limita e não se faz compreender. Mas minha confusão de palavras, sentidos, letras em meios sorrisos é escrita sob o som de uma banda qualquer, vendo fronteiras partir dos meus olhos. Percebo que se completa quando eu não entendo. Não entender como falo é um Dom, que não importa se você terá. Eu me lembro de tudo quando não havia quase nada. Meu espírito se aquieta no que foi escrito sem nossas mãos, e eu novamente não entendo. Sinto-me inteligente por não entender e não inútil. Descortino na minha mente como ter uma loucura sem ser doido. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Paro, e te imagino. Nada parece confuso quando você esta aqui; É uma rosa que brilha cintilante sobre o quadro preto e branco. Uma estrela no ar, brilhando um sentimento de pura emoção. Não quero mais um sentido ou uma razão para estas coisas, mas sim apenas viver.
Victor Silveira do Carmo
3 de março de 2010
Chuva

Victor Silveira do Carmo
Marcadores:
Blog,
Reflexão Pessoal
26 de fevereiro de 2010
Abro os meus olhos
Só por hoje eu não quero me prender no que sinto. Apesar de ser concreto e real; por mais que meu olhar se fixe, nessa ferida que só você tem à cura. Essa verdade não me machuca mais. Talvez não seja ainda hoje, ou agora. Busquei até não querer mais lembrar, deixar ser. Mas todo esse desvio não me convence. O reflexo está sobre as nuvens escuras. Minha limitada vista não consegue ver o sol. Mas percebo que mesmo não o vendo ela está acima de mim. Sua luz embora não viva e saturada, devido à barreira de nuvens carregadas, não deixa de clarear o ambiente. Essa percepção não impede as gotas de chuva de cair, e o calor se torna frio devido à sua brisa molhada. As partículas geladas de água encontram meu rosto, e trazem uma visão embasada aos meus olhos, por mais que por várias vezes eu tente com meus dedos enxugá-los. Assim se vão os dias, e sigo sem ver o sol. Mas existe um segredo que eu guardo comigo. Ele é meu único abrigo. São lembranças de você. E não a nenhum outro motivo que me faça deixar esse temporal. Fui tão longe. Eu espero pelo Sol. Tantas mil coisas que acontecem ao meu redor, elas apenas me aproximam mais de uma verdade. Faria tudo novamente pra chegar ao mesmo lugar. Não preciso de nada nem de ninguém; e eu não sei direito descrever essa sensação sem ouvir uma música em minha alma. Tantas vezes eu já disse aquelas três palavras; mas elas não são o bastante nesse instante. Eu sei que um dia, eu apenas vou deitar aqui, e sentirei o cheiro de flores molhadas; e lentamente abrirei os meus olhos e verei um raio em minha direção e um sorriso inseguro me conduzira a enxergar o sol, que esta saindo por entre as nuvens escuras da chuva. Vou sorrir e recostar minha cabeça, com meus olhos fechados. Descansarei, pois a incerteza se tornará certeza, embora eu ainda não a vendo. Abrirei meus olhos e você estará deitado do meu lado; e nos vamos juntos esquecer o mundo e todas as coisas que não queríamos ter vivido. E A única visão a nossa frente será de um jardim se abrindo para a porta da nossa vida. E eu verei o seu sorriso, mais brilhante como um metal sobre a luz. Não passaremos mais nosso tempo perseguindo sonhos em volta de nossas cabeças, pois a realidade de cada um deles, pequenos ou grandes vai encontrar o nosso desejo. Vou estar apenas aqui deitado, e você ao meu lado. Porque tudo o que eu sou hoje, estará bem aqui em seus olhos perfeitos, e eles são tudo o que posso sentir agora. Eu não sei quando verei o sol, e eu admito que fique confuso quando penso em como. Apenas sinto que essas coisas nunca mudarão pra mim, por mais que eu não veja; por mais que eu não saiba me entregar; tudo que eu vejo me faz acreditar que é o brilho dos seus olhos que faz a chuva terminar.
Victor Silveira do Carmo
Fonte Imagem: http://www.flickr.com/photos/gsayour/4388509900/
Marcadores:
Blog,
Reflexão Pessoal
8 de fevereiro de 2010
Ideologias não morrem, entram em coma.
Garotinho ser híbrido que é
Composição dos meus amigos: Fernando, Caique Malafaia, Felipe Poubel
Continue lendo...
Provavelmente não se encontra na ralé
Não sabe o que pensar
Ou com o que concordar.
Injustiça no mundo eu sei que há
E você nem pensa em mudar
Pra você é assim, já chegou ao fim.
Ideologia, force-a para mente
Arranque a cultivada capa de ser indigente
Balance o Mundo, mutualise a sociedade
Faça valer o que acredita ser verdade.
Sujeito estúpido que suponho não ser
Ideologias entram em coma
Não chegam a morrer.
É preciso mudar...isso se pode ver?
Ter atitude é o que conta pra mim
Disse que vou mudar, mas não é bem assim
Sei que somos iguais, todos meros mortais.
4 de fevereiro de 2010
Estimulo
As verdades podem ser descobertas em um único olhar. Quando elas são colocadas na frente dos segredos, o acesso à elas se torna limitado à si mesmo. Dentro do mistério dessa descoberta eu vejo um amor individualista. Não compartilhar as emoções, abrir o coração; não deixar surgir às respostas que não necessitam de perguntas, não permitindo a reciprocidade. Quando uma das partes corresponde ao estímulo da outra, o vice e versa deveria ser automático. Mas se torna cômodo apenas receber o estimulo. Esses conceitos estão ligados a resposta, por mais que a visão do mesmo seja separada. De uma forma específica e precisa, essas reações de troca nos relacionamentos são fundamentais, para uma continuidade mútua. Afinal as verdades do amor são uma via de mão dupla.
Victor Silveira do Carmo
Marcadores:
Blog,
Reflexão Pessoal
2 de fevereiro de 2010
Sensações

Victor Silveira do Carmo
Marcadores:
Blog,
Reflexão Pessoal
31 de janeiro de 2010
Segundo hábito
"Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece"
Pablo Neruda
Fonte imagem: Flickr
Assinar:
Postagens (Atom)