17 de março de 2010

O passado presente

Rever minhas palavras? Talvez esteja sem a fazer, porém meus olhos se cansam e percebo a luz que deles ainda brilham, não sendo apenas a posição de um dos lados, embora fosse a interposição descoberta por de traz das montanhas; pelos anos e horas e alguns minutos de minha história. Igualmente legítimos sendo assim preciosos esses fatos recentes, todavia, eles se plagiam em imagens dos sonhos de noites passadas. Valioso se torna pré definir uma ordem para iniciar; mas não entendo embora me pareça uma classificação circular. Depois da chuva me esparramo em minha cama, antes tendo pegado uma caneta e uma velha agenda de rascunho. Sinto minha cabeça completamente leve, pois já eliminei da minha mente todo esforço fútil. Tenho meus pensamentos desassociados de mim. Quase consigo enxergá-los ao lado; para baixo, atrás... Estes são meus únicos movimentos. Para lembrar que minha mente deve se fixar; empunho a caneta e tudo roda. É refletido por de trás dos meus olhos, quando penso nessa composição de tantas letras e o incerto de hoje renasce e embaça o passado. Ontem à noite abandonei; a decisão acabou em um sonho profundo e não experimentei outro resultado, senão um grande descanso, e uma estranha percepção de haver visto alguma coisa importante durante o sono. Todavia não me lembro o que era e sinto ter o perdido pra sempre. Graças à caneta que hoje trago em minhas mãos permanece, embora esteja só. Revejo uma imagem estranha que jamais poderia ter-se manifestado no meu passado: um gigantesco túnel submerso por terra misturado com água, cheio de janelas que trazem uma Luz fria uma visão inúmeras vezes sem uma porta no fim. Não sei por que tantas janelas e tão pouca luz, me fazendo ver o que me deixa indeciso; que estará fazendo essa imagem em minhas Lembranças? Percebo meus olhos pesados e sonolentos; começo a imaginar uns sentidos, quando de repente vejo uma criança ainda de fraldas. Será que sou eu? Não se parece nada comigo... Na verdade é meu falecido irmão, que viveu por poucas semanas, e mostrou a todos a alegria do milagre da vida. Morreu tão pequeno e deixou tão grande presente por ter existido; assim o significado do seu nome. Não sei encontrar as recordações da minha infância, embora veja algumas marcas de um vazio. Quando chego a tentar percebo o qual bom seria um livre acesso a retidas memórias de uma vida. Até mesmo as que te levaram as lágrimas no frio de uma solidão, na visão de uma carência, na falta impreenchível; entretanto nesse momento poderia se investigar cada pequeno trecho à procura de um prazer, e as descobertas seria esperanças de uma releitura. Os minutos que agora passaram, podiam ser de mim os mais puros, mas tais não foram por ser um involuntário impulso do meu presente. Mantenho-me afastado das imagens, que anunciaram anteriormente o meu sonho. Vejamos amanhã.

Victor Silveira do Carmo

4 Reações:

Drigo disse...

as lembranças do passado mechem diretamente no nosso presente e influenciarão no futuro. não temos pra onde fugir, mas certamente estaremos mais maduros com o passar das horas...

lembre-se que tudo que acontece tem um propósito para cada um de nós.

viva as lembraças, por mais dolorosas que sejam, você verá que elas t fortalecerão.

bjitos...

Enrique Coimbra disse...

"Depois da chuva me esparramo em minha cama, antes tendo pegado uma caneta e uma velha agenda de rascunho."

Passado é, pra mim, um tipo de ilusão. Não no sentido ruim, mas no sentido de que você já não pode tocar. Você pode afirmar que aconteceu por tudo que você aprendeu, pela dor ou amor, mas não pode solidificar. E isso é especial demais. E eu fico espantado com a quantidade de textos que você posta *-*

Lôra disse...

gente você detona, eu adoooooro ler o que vc escreve! beijo meu querido

andressa geovanna disse...

amodoro o vitor silveira do campo
sou fã de suas palavras elas alimentam minha alma
e revela o meu jeito de ser espiritualmente

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