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21 de agosto de 2011

Remédio e Mar

Um gosto forte e que não consigo definir, algo que aperta com um pouco de sufoco na garganta; como um remédio forte que aos poucos vai perdendo a intensidade do gosto, mas continua.... Continua a incomodar. E esse gosto é só meu. Por mais que eu diga ou tente mostrar diretamente a alguém, (o que normalmente não faço) apenas EU sinto; por isso se torna pesado, às vezes difícil, e pra alguns que porventura leem sem sensibilidade no olhar, banal. Foge-me do controle, como se após o gole, rompesse a linha do sentido, e eu não respondesse mais por minhas ações conscientes, o equilíbrio se quebra, e são tantos os efeitos colaterais, tanta coisa vêm à tona... E me sinto assim, fragilizado, vulnerável como a onda de um mar; tanto que me escapolem as metáforas entre os dedos, e quando penso ter encontrado um sentido, me vejo novamente sob o efeito do remédio, do que eu sinto. 

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13 de agosto de 2011

Insônia Reflexiva

Trilha sonora aqui.

Ausência de sono, que contrasta com uma sensação de como não se fosse. Cabeça pesada, olhos quase fechados, mas na cabeça um processo ordenado de pensamento reflexivo. Uma repetição talvez, mas que somente agora, deixa de ser abstratamente minha, quando decido em impulso me levantar do sofá gelado para aqui concretizá-las. São os mesmos pseudo-sentimentos sonhados; realidades fantasiadas. Por que a gente cria mesmo esse universo irreal, como no episódio de um desenho que acabo de assistir em um canal infantil a cabo: (Uma criança tem em sua companhia padrinhos mágicos e deseja a eles tudo que uma criança imatura e inexperiente possa imaginar) Eu sonho tanto, a todo o momento recrio sensações e vislumbro um mundo ficcional ao meu redor, onde às vezes tudo que quero é ser herói, desse do desenho infantil mesmo, que se inventa e se joga em sua invenção desejada. E no final ao perceber que a realidade vai além do desejo, reconhece sabiamente a lição, de que nem tudo é como se quer que fosse. 


Fotografia Minha, veja mais em www.flickr.com/vitinbinho

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1 de junho de 2010

Sumido

metamorphosis
"Pra mim, o tudo se encontra nas extremidades. Vejo as coisas de uma forma exagerada. Não sei sentir em doses homeopáticas. Gosto do muito, do tudo, da certeza. Amo o frio e durante a noite, tudo é mais bonito. Acredito em palavras, me apaixono por elas mesmo sabendo que uma atitude vale mais. Sou assim, as vezes bem clichê: o que não me mata, me deixa mais forte."

Ando sumindo em mim mesmo. 

Victor Silveira do Carmo
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7 de maio de 2010

Nota


Honestamente me encontro em um momento de total individualismo. Por mais que eu diga ou apenas fale, nem mesmo saberia entender para poder dizer. Me pego em memórias que vai além de meras lembranças, pois ultrapassam uma ordem no tempo. Bem queria poder transpor toda essa prissão que se existencialisa, o que tornaria assim minha mente livre da Subjetividade desses sentidos da minha alma. Vejo tudo se estender por um espaço infinito adiante de mim, e permaneço imóvel nesse meu pequeno espaço íntimo. Não necessito agora do externo, embora sejam eles o que resultou toda marca singular na formação desse caminho hoje. Descanso, pois sei que toda essa decorrência intro-pessoal forma em mim, minha construção relacional. Agora são 00:23, e encerro aqui essa construção de minhas emoções, sentimentos e pensamentos atuais. 
Victor Silveira do Carmo 
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27 de abril de 2010

Marcas do Passado


Ps: texto não é atual. Faz parte de um passado sempre presente pelas marcas.



Meu pensamento se fixa na mudança. Eu não queria ter a conseqüência desses sentidos em mim,  me machucando e apertando-me num lugar onde me sinto cada vez mais sozinho e sem ar. Tudo me parece tão injusto, ver as coisas mudarem apenas no meu olhar. Fico aqui sozinho tendo apenas um motivo para sorrir: ver você Feliz. A saudade de momentos, palavras imaginadas lembranças que vêem sem permissão na minha memória, hoje se confundem com a dor da minha insegurança; eu me culpo por me sentir assim, é inevitável não se lembrar das vezes em que minha razão me mostrou que eu não deveria ser como fui tendo sentido o que senti, e dado os passos que eu. Palavras mostradas por impulso. E agora eu me vejo assim, sem pode mudar o que passou, mas também não tendo coragem pra fazer se eu pudesse. É impossível me ver hoje sem tudo o que vivi ao seu lado, na imensidão desses poucos dias; mesmo que hoje isso não se torne suficiente pra amenizar o que passou. Eu acho que você nunca vai conseguir me entender, por mais que você tente e eu ate te diga. Por ir além do meu entendimento eu apenas percebo que eu carrego um pedaço de você em mim que você jamais soube, talvez porque também não sabia, mas à medida que eu vou percebendo por mais que tentos não conseguem esconder os meus olhos. Sim, eu me entreguei aos meus sentimentos em meios as minhas carências da infância e a necessidades da minha mente do meu coração que já se machuco tantas vezes; e você não foi culpado por nada disso, você não estava aqui ante, assim como eu não estava ai, talvez se não fosse assim tudo seria diferente. Mas estou de volta com as mesmas marcas e as mesmas decepções, passeando pela minha memória tentando encontrar um abrigo apenas pra eu descansar de tudo. Eu só queria poder um dia encontrar nos seus olhos que eu ainda não vi a certeza do pra sempre, e  esqueceria todos  os meus sonhos ao seu lado tudo o que se criou e formou em mim, e não em você; se eu apenas pudesse esperar essa certeza. Se pudesse reviver tudo, apenas eu faria, mesmo sabendo que hoje estaria como estou, indeciso, inseguro, e sem ao menos entender pela razão o que sinto. Tudo mudou. Os rostos continuaram os mesmos e eu não jogo as minhas palavras como um desabafo, mas apenas tento agora me dar um abrigo nesse oceano que me encontro. Me sinto tão destruído, e não posso, eu não posso esperar por muito tempo. Só queria poder te pedir me deixa sempre ver os seus olhos mesmo que eles não queiram mais me ver um dia, ou eles não consigam devido a passos que você der. Deixe-me apenas te ver mesmo de longe. Porque desse jeito,  sei que vai continuar assim. Mas não sendo assim, sei que  ficará muito pior. O que eu vou dizer agora é a resposta que encontrei, por mais irreal que seja e também a mais sincera:  Sabe aquele momento ao seu lado onde agente ria como criança e não conseguia mais parar? Não me precipito ao dizer que transparecia nos meus olhos cada felicidade ao seu lado. E depois quando eu chorei com você sem conseguir entender, mas conseguindo sentir a sua dor; e cada abraço que eu te dei além dos meus braços, e também a certeza de saber que você iria vencer por mais que eu não conseguia ver com meus olhos humanos; As minhas preocupações exageradas. Também as vezes que eu ficava minutos pensando em algo descontraído pra te dizer e mesmo assim aquilo saia totalmente sem graça, mas eu conseguia o que eu precisava que era ver um sorriso seu em meio a tanta dor. Minhas atitudes foram contra as minhas convicções e certezas em alguns momentos, talvez te mostrando o que ninguém jamais pode ver que era as minhas verdades que eu nem mesmo sabia. Eu não vou deixar isso acabar, não posso admitir uma mudança das palavras, sentimentos e certezas, sonhos e duvidas, descobertas e lagrimas em meio a sorrisos, que foram sim despertadas no meu coração e na minha alma. Os sonhos os planos eu não irei deixar essa duvida  apagá-los em mim. Eu sei o que fiz, e então não deixarei acabar. Por mais que tenha que reler e entender novamente cada coisa. É mais do que queria que fosse , mais do que precisava ser pode ser ate mais do que você sente por mim, e da importância que você da pra isso tudo. Mas é simplesmente tudo que eu consigo dizer hoje. Já me sinto bem mais leve .

Victor Silveira do Carmo 
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10 de abril de 2010

Introdução de um passado constante

A noite chegou, novamente como todos os dias que esta antecedeu. Não sendo apenas um vício, uma repetição desnecessária; pelo fato de agora, após ter bebido o ultimo gole de água, entender que assim como desceu por minha garganta, percebo da minha mente uma transcendente necessidade em escorrer minhas ideias, dos meus sentidos interiores. Continuo a pensar. Avalio e sinto um grande peso de um redimensionado tamanho. Agora o tempo parece curto, as palavras insuficientes. Todavia entendo: Esse peso me fez forte agora. Eu me lembro de cada dor embora ninguém saiba. Dor que jamais poderia relutar, tal pouco sobre delas escrever. Jamais foram vistas apesar de já tê-lo ditas. Esforço-me para nesse exato momento não me concentrar nessa ordem de registro; mas inevitavelmente me proponho a um argumento, que não entendo por minha razão. Não carrego comigo nenhum medo desses de aprovação, conhecimento ou opinião. Cada um dos momentos em linhas, letras e temas falaram de mim, as vezes por via de escolhas que nem eram minhas. Em vários instantes sofri. Em outros me diverti, me fazendo poeta. Me fiz de um cético intelectual. Analisei minha postura e sentimentos; me autodenominei de forma crítica e pude perceber e fazer a busca do que realmente sou, ou do que me tornei. Me empolguei, quando questionei minhas verdades, e procurei prová-las ou desaprová-las usando um " método científico" de palavras. Ilustrei em terceira pessoa quando me convinha. Me inspirei na identificação e por vezes fui desmontado, quando por exemplo ouvia de alguém ao lado: " De onde copiou o texto ". Até mesmo no silêncio quando esperava apenas uma única palavra; que não necessariamente fosse de aprovação, mas simplesmente um sinal de vida, diante da importância de cada esforço em havê-lo escrito e pela proximidade de quem à ouvia. Às vezes me pergunto se eu havia feito mais... Mais que criar personagens, galáxias, sentimentos desconhecidos, nascidos somente por um deslumbramento ocioso. Foram esses os meus meios; não os julgo corretos; nem necessários. Porém escolhi escrever depois de tudo o que vivia... Algo que eu gostasse. Pude me descobrir, me encontrar; vendo um círculo que me radiava de luz e tontura. Quis também homenagear pessoas de um jeito que racionalmente não entendo. Quis o que quero. Quero mostrar, mesmo que não vejam; não irei fazer da minha vida, em qualquer instância que seja, qualquer "coisa" que a desperdiçasse. Essa conclusão forma a justificativa em redigir textos que são meus, sem nem ser. Me leio em cada uma das frases, ou não. Eu não entendo.


Victor Silveira do Carmo 

  
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26 de março de 2010

Passos de um outono

Continuo a caminhar, e a me sentir distante. Os dias de outono se vão, junto às marcas dos meus passos. Um vento toca as minhas costas, e ao lado vejo mais uma folha cair; este mesmo vento que a traz para perto de mim, a leva para bem longe do meu olhar. Essa tem sido a cena dos meus dias e noites. Minha mente se vê em um clico remoto e presente. Sinto um abandono, porém uma forte esperança de que passe. Meus olhos aguardam por ver o seu sorriso, pois assim verão que tudo poderá mudar. Volto a sentir a sua saudade, ela tem sido a música dizendo tudo de mim por essas horas. A sua falta. Daria pra escrever um livro se eu fosse contar dos passos que passo por esses dias de outono. Mas vejo como necessário apenas que você saiba que suas mãos sintam, e seus ouvidos ouçam.

Victor Silveira do Carmo 
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17 de março de 2010

O passado presente

Rever minhas palavras? Talvez esteja sem a fazer, porém meus olhos se cansam e percebo a luz que deles ainda brilham, não sendo apenas a posição de um dos lados, embora fosse a interposição descoberta por de traz das montanhas; pelos anos e horas e alguns minutos de minha história. Igualmente legítimos sendo assim preciosos esses fatos recentes, todavia, eles se plagiam em imagens dos sonhos de noites passadas. Valioso se torna pré definir uma ordem para iniciar; mas não entendo embora me pareça uma classificação circular. Depois da chuva me esparramo em minha cama, antes tendo pegado uma caneta e uma velha agenda de rascunho. Sinto minha cabeça completamente leve, pois já eliminei da minha mente todo esforço fútil. Tenho meus pensamentos desassociados de mim. Quase consigo enxergá-los ao lado; para baixo, atrás... Estes são meus únicos movimentos. Para lembrar que minha mente deve se fixar; empunho a caneta e tudo roda. É refletido por de trás dos meus olhos, quando penso nessa composição de tantas letras e o incerto de hoje renasce e embaça o passado. Ontem à noite abandonei; a decisão acabou em um sonho profundo e não experimentei outro resultado, senão um grande descanso, e uma estranha percepção de haver visto alguma coisa importante durante o sono. Todavia não me lembro o que era e sinto ter o perdido pra sempre. Graças à caneta que hoje trago em minhas mãos permanece, embora esteja só. Revejo uma imagem estranha que jamais poderia ter-se manifestado no meu passado: um gigantesco túnel submerso por terra misturado com água, cheio de janelas que trazem uma Luz fria uma visão inúmeras vezes sem uma porta no fim. Não sei por que tantas janelas e tão pouca luz, me fazendo ver o que me deixa indeciso; que estará fazendo essa imagem em minhas Lembranças? Percebo meus olhos pesados e sonolentos; começo a imaginar uns sentidos, quando de repente vejo uma criança ainda de fraldas. Será que sou eu? Não se parece nada comigo... Na verdade é meu falecido irmão, que viveu por poucas semanas, e mostrou a todos a alegria do milagre da vida. Morreu tão pequeno e deixou tão grande presente por ter existido; assim o significado do seu nome. Não sei encontrar as recordações da minha infância, embora veja algumas marcas de um vazio. Quando chego a tentar percebo o qual bom seria um livre acesso a retidas memórias de uma vida. Até mesmo as que te levaram as lágrimas no frio de uma solidão, na visão de uma carência, na falta impreenchível; entretanto nesse momento poderia se investigar cada pequeno trecho à procura de um prazer, e as descobertas seria esperanças de uma releitura. Os minutos que agora passaram, podiam ser de mim os mais puros, mas tais não foram por ser um involuntário impulso do meu presente. Mantenho-me afastado das imagens, que anunciaram anteriormente o meu sonho. Vejamos amanhã.

Victor Silveira do Carmo
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3 de março de 2010

Chuva






Acalmo-me, me deito. Vem em minha mente uma exata memória; que pertence apenas a nós dois. Qual o valor dessas lembranças? Elas me são intangíveis, com a exceção de um toque que se dá quando te tenho ao meu lado. Acostumei-me a sua saudade, pois como nessa noite eu apenas queria você mais perto.  Esse seria meu ultimo pedido antes do romper do Sol. Até que eu veja o primeiro raio de luz com você em meus braços. Se meu desejo não fosse apenas meu sonho, eu não me sentiria assim; sentado lá fora na chuva, no frio. Talvez seja contundente depender assim. Mas eu me sinto indefeso; de igual modo estaria, se acima de mim se formassem as nuvens de uma grande tempestade e o vento trouxesse às gotas.  Mas eu insisto em ficar na estrada que meu coração quer que eu siga; e encontrar o refúgio da chuva no seu sorriso distante.  
Victor Silveira do Carmo



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26 de fevereiro de 2010

Abro os meus olhos

Só por hoje eu não quero me prender no que sinto. Apesar de ser concreto e real; por mais que meu olhar se fixe, nessa ferida que só você tem à cura. Essa verdade não me machuca mais.  Talvez não seja ainda hoje, ou agora. Busquei até não querer mais lembrar, deixar ser. Mas todo esse desvio não me convence. O reflexo está sobre as nuvens escuras.  Minha limitada vista não consegue ver o sol. Mas percebo que mesmo não o vendo ela está acima de mim.  Sua luz embora não viva e saturada, devido à barreira de nuvens carregadas, não deixa de clarear o ambiente. Essa percepção não impede as gotas de chuva de cair, e o calor se torna frio devido à sua brisa molhada. As partículas geladas de água encontram meu rosto, e trazem uma visão embasada aos meus olhos, por mais que por várias vezes eu tente com meus dedos enxugá-los. Assim se vão os dias, e sigo sem ver o sol. Mas existe um segredo que eu guardo comigo. Ele é meu único abrigo. São lembranças de você. E não a nenhum outro motivo que me faça deixar esse temporal. Fui tão longe. Eu espero pelo Sol.  Tantas mil coisas que acontecem ao meu redor, elas apenas me aproximam mais de uma verdade. Faria tudo novamente pra chegar ao mesmo lugar. Não preciso de nada nem de ninguém; e eu não sei direito descrever essa sensação sem ouvir uma música em minha alma. Tantas vezes eu já disse aquelas três palavras; mas elas não são o bastante nesse instante. Eu sei que um dia, eu apenas vou deitar aqui, e sentirei o cheiro de flores molhadas; e lentamente abrirei os meus olhos e verei um raio em minha direção e um sorriso inseguro me conduzira a enxergar o sol, que esta saindo por entre as nuvens escuras da chuva. Vou sorrir e recostar minha cabeça, com meus olhos fechados. Descansarei, pois a incerteza se tornará certeza, embora eu ainda não a vendo. Abrirei meus olhos e você estará deitado do meu lado; e nos vamos juntos esquecer o mundo e todas as coisas que não queríamos ter vivido. E A única visão a nossa frente será de um jardim se abrindo para a porta da nossa vida. E eu verei o seu sorriso, mais brilhante como um metal sobre a luz. Não passaremos mais nosso tempo perseguindo sonhos em volta de nossas cabeças, pois a realidade de cada um deles, pequenos ou grandes vai encontrar o nosso desejo. Vou estar apenas aqui deitado, e você ao meu lado. Porque tudo o que eu sou hoje, estará bem aqui em seus olhos perfeitos, e eles são tudo o que posso sentir agora. Eu não sei quando verei o sol, e eu admito que fique confuso quando penso em como. Apenas sinto que essas coisas nunca mudarão pra mim, por mais que eu não veja; por mais que eu não saiba me entregar; tudo que eu vejo me faz acreditar que é o brilho dos seus olhos que faz a chuva terminar.


Victor Silveira do Carmo
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20 de fevereiro de 2010

Viabilidade



Encontrar as palavras se torna difícil, não pela existência delas, mas talvez por uma forma diferente sentida em mim; pela necessidade de trazer à luz dos olhos o contexto exato, formando assim um mapa. São meus tesouros, mesmo desconhecendo o caminho. É um percurso que outra vez se vai por entre os dedos; e minhas mãos estão fechadas. E eu só preciso dizer, tendo a certeza de que não verei uma reação a não ser em mim. O longe me leva cada vez para mais perto do inicio, e o jogo começou. As cartas estão sobre a mesa, os olhares são precisos e certeiros, por mais que incertos. A mente comanda cada jogada focado em um único objetivo: A vitória. Eu observo e não entendo os motivos para tal fim. Apenas posso sentir. Mesmo estando na mesa, não estou nesse jogo, e me sinto pior do que se tivesse perdido. Minha presença não é notada, sendo apenas uma percepção insuficiente no espaço. Logo após a classificação, as cartas são reorganizadas; e talvez se inicie sucessivamente uma nova partida. Mas eu fecho os meus olhos. Escondo o medo partindo de um sorriso infundado, sendo o único empecilho a direção.  Chego ao final. É como ver o fim de uma tarde ensolarada alternando as cores do céu, trazendo aos olhos de quem vê um brilho diferente, mas não deixando de ser o fim. O fim do dia. E o lado se escurece; a coragem se ofusca por diante da lembrança de que eu sou diferente igual a todo mundo. Ser normal é viver uma condição de dependência explosiva interior. Ser igual, é diferente, e a minha é uma sutil oscilação despercebida por quem passa ao meu lado. E por mais que eles me digam: A não aceitação alheia é um casulo onde pessoas fracas se escondem com seus medos, ficando propensas a morrerem só. Viabilizo em minha mente a seguinte resposta: Talvez se dá pela naturalidade entre assumir uma prisão existencial. Não deixando uma possível força auto sustentada pelo ego, maquiar o que deveria ser visto, de igual modo natural a todos. Não é mais um hábito disfarçado por um ação. Pra mim se torna VIVER. 
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11 de fevereiro de 2010

Lados



Ordeno e busco posicionar os meus sentidos
Perco-te quando tento encontrar
Por ser assim tão dependente do que eu sinto.
Toda esta reação se refuta com meu eu.
Admito a traição, 
Porém vejo à presença dos dois lados
E a força do elo que se auto-sustenta.
A paixão é assim, dependente do amor
Quando esta se torna como um rio que não deságua.
Assimilo com a dor, 
Nada mais do que esta guardado para ti.
Talvez ela vá e se esqueça de voltar
Entre a lágrima de um sorriso.
Dos lados meus
Busco o que já via partir, grito, mas seguro a voz,
Choro, mas consigo sorrir
Quem eu sou 
pra querer
Entender 
O amor

Victor Silveira do Carmo 
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4 de fevereiro de 2010

Estimulo



As verdades podem ser descobertas em um único olhar. Quando elas são colocadas na frente dos segredos, o acesso à elas se torna limitado à si mesmo. Dentro do mistério dessa descoberta eu vejo um amor individualista. Não compartilhar as emoções, abrir o coração; não deixar surgir às respostas que não necessitam de perguntas, não permitindo a reciprocidade. Quando uma das partes corresponde ao estímulo da outra, o vice e versa deveria ser automático. Mas se torna cômodo apenas receber o estimulo. Esses conceitos estão ligados a resposta, por mais que a visão do mesmo seja separada. De uma forma específica e precisa, essas reações de troca nos relacionamentos são fundamentais, para uma continuidade mútua. Afinal as verdades do amor são uma via de mão dupla. 

Victor Silveira do Carmo
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2 de fevereiro de 2010

Sensações

As conseqüências de uma movimentação aparecem com o tempo. Percebemos os passos, quando paramos. Torna-se tão óbvio como notar o fim de uma onda na areia. Vemos a imensidão do caminho e nos sentimos pequenos. Assimilar uma transformação agora, traz a idéia de tudo ter sido um erro. Irrelevância talvez pensar assim, diante do amor. Mas é nesse estado evidente do vazio, que descortino minhas palavras. Somos tolos ao fragmentar um sentimento, egoístas talvez, depreciados. As vezes me sinto assim. Mas por fim mesmo com todos os vulneráveis sentidos, é perceptível uma alegria teimosa que tende sempre a se firmar numa possível verdade. São essas as inclinações que norteiam minha mente. O vazio de uma esperança, quando esta se torna a carência de todo o sonho. São queixas que justificam qualquer falta, mas não substituem à ausência do que eu esperava receber. Não admito reduzir essas minhas emoções a nada, por mais que quisesse fazer. É mais que um impulso neural que leva meu organismo a essas ações. É uma experiência subjetiva associada sim ao meu temperamento, mas que movimenta todas minhas atitudes e me leva a esses motivos. As sensações são tudo. Desde uma válvula de escape até o significado do que não convém. E hoje, tal razão não é plena, mas satisfaz, sendo o caminho de todo o gesto e o guia da minha percepção. Ela conclui e me traz um motivo. Sim, não devo me culpar por isso. Foi pelo prazer que eu cheguei aqui, e eu nunca deixei de ver ao meu lado, a presença que me faz superar toda e qualquer dor. Que meu coração diga o que quiser, que grite, chore e fique sem forcas, diante da espera. Pois quando eu me cerco das lembranças, não vejo mais uma causa que justifique a dor. Vendo os dois lados inversos, tudo parece sem ordem, e sem desculpa para este motivo. Mas eu me mantenho perto do inicio, e percebo que tudo foi preciso. Exato é o que eu acabo de sentir. Únicas e necessárias são essas indagações. Não por eu necessitar de uma prova, mas simplesmente pra perceber mais uma vez. Tornou-se como uma aliança homogenia, um tipo sanguíneo diferente e muito raro. Não em algum momento específico, mas na continuidade do começo que se renova a cada conflito criado em mim. A falta de cada alegria, a presença da indiferença, são hoje realidades próximas e reais. Porém, não sendo impossibilidade de deixar de agir ou de dizer. Esse é o movimento que está adiante dos meus olhos, sendo-me a certeza do futuro, e da saudade do que eu ainda não vivi. Eu não necessito mais de um propósito, porque este já é a minha expectativa. 

Victor Silveira do Carmo
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27 de janeiro de 2010

Habitual

Desejo poder dizer novamente sobre a estrada
Ter um motivo, que não me fizesse cansar.
Assim como os dias que já passei aqui
Envergonha-me as minhas impossibilidades
Conscientes e conseqüentes.
As mágoas desse meu jeito de olhar.
Porventura nunca estive pronto para isso.
Enganar-me ao pensar que conheço cada pedaço meu.
Descubro que eu gosto do meu verdadeiro jeito de ser
Os pedaços de todo este que me tornei
Eu nunca saberia o tamanho se não fosse igual
E não vejo nem um pedaço de mim longe desse motivo
Descuido, por ser demais
Por ser escasso, do que às vezes se precisa.
O meu rosto se descobre, e mostra toda conseqüência
Não sou capaz de segurar a máscara da piedade.
A necessidade do grande esforço me segura.
Talvez eu jamais vá dizer
Eu jamais vou alcançar
É tudo tão antigo
É tudo tão velho
Tão gasto
Habitual

Victor Silveira do Carmo

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22 de janeiro de 2010

Outras Palavras

As palavras exercem um imenso poder de transcendência sobre mim. Eu me torno alguém que anda por ai em busca delas, fazendo disso uma das minhas razões; e por mais que a esperança seja minha base, a tristeza é quase a certeza dessa busca. Mas sempre vão viver em mim, por mais que jamais sejam audíveis as minhas palavras, encontrando o vento ao saírem da minha boca. Eu guardo em mim, são valiosas, são minhas, por mais que a inspiração não tenha vindo de mim mesmo, e não tenha recebido o que era suficiente.

Victor Silveira do Carmo

imagem: http://www.flickr.com/photos/vitinbinho/4272878638/

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A mudança das cores

O movimento vem em minha direção e não me deixa mais ficar parado, cores vivas formas conteúdos estão sendo essências na minha frente e isso vai me satisfazendo. Eu queria estar num lugar diferente, mas não estou. Se acharem que eu enlouqueci, pergunte pra mim e eu só vou poder dizer que está tudo bem. Estou igual vivendo o inverso das minhas escolhas aparentes. Posso ver a beleza do todo como parte do total, por mais que se torne banal, e eu até me sinta mal; as cores que eu vejo são o que me diz para continuar. É necessário revelar o que ninguém sabe; jogar tudo num mar aberto de ilusão e ver as ondas acertarem o que eu planejava viver, um sentimento forte que não depende da sorte e nem daquilo que eu sou, mas sim do que me tornei. Hoje meu pensamento se liga nessa idéia mostrar a verdade que me parece por outros meios que não da perceber, mas jamais esquecer.

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